
Maurício Almeida, presidente e cofundador da Watch
A Watch Brasil está preparada para transformar o mercado de streaming durante a Copa do Mundo, investindo R$ 50 milhões em tecnologia própria para reduzir atrasos nas transmissões ao vivo e oferecer uma experiência diferenciada aos usuários. A estratégia é clara: usar o maior evento esportivo do planeta como porta de entrada para novos assinantes e manter essa base mesmo após o torneio, consolidando sua posição como uma das principais plataformas de streaming do Brasil.
Maurício Almeida, fundador da empresa, destaca que a Copa é uma oportunidade única de descomoditização do setor, elevando o streaming de simples serviço a uma verdadeira experiência de valor. Com faturamento de R$ 137 milhões em 2025 e projeção de crescimento de 46% em 2026, a companhia também mira expansão internacional, com escritórios em Lisboa e Miami, buscando conquistar espaço na Europa e nos Estados Unidos.
Fundada em 2018, a Watch Brasil nasceu da visão de Almeida como provedor regional de internet no Paraná, percebendo que velocidade já não era suficiente: era preciso agregar valor. Hoje, a plataforma conecta mais de 2.600 parceiros e está presente em cerca de 4.500 municípios brasileiros, consolidando-se como ponte entre programadores, estúdios e provedores regionais. A pandemia foi um divisor de águas, acelerando a demanda por serviços agregados e tornando o streaming essencial para diferenciação no mercado.
O investimento em tecnologia própria permitiu reduzir em até 60% a latência das transmissões esportivas, trazendo o atraso para apenas 8 a 10 segundos em cenários de baixa latência. Além disso, a empresa lançou uma suíte de aplicativos nativos para diferentes sistemas e televisores, com metade da audiência já consumindo conteúdo diretamente pela TV conectada. Durante a Copa, a plataforma oferecerá programação, tabelas e transmissões em um só lugar, com suporte de inteligência artificial para localizar partidas e canais com facilidade.
O impacto comercial já é visível: provedores regionais estão usando a Copa como campanha para vender pacotes esportivos, e a Watch Brasil pretende reter usuários transmitindo 80% dos principais campeonatos nacionais e internacionais após o torneio. A estratégia inclui também o Watch Free, plano gratuito baseado em publicidade, que funciona como porta de entrada para novos usuários e potencial conversão para pacotes pagos.
No cenário internacional, a meta é que 5% do faturamento venha do exterior até 2027, apesar dos desafios de licenciamento de conteúdo em mercados como Europa e Estados Unidos. Paralelamente, a empresa aposta em inteligência artificial para recomendação de conteúdo, automação de processos e aumento da produtividade dos desenvolvedores, reforçando sua posição como inovadora no setor.
Com a Copa do Mundo como catalisador, a Watch Brasil não apenas busca ampliar sua base de assinantes, mas também redefinir o valor do streaming no Brasil e no mundo, consolidando-se como referência em tecnologia, inovação e experiência para o usuário.
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