Galvão Bueno entrevista Branco no “Campeão do Mundo com Galvão”, da N Sports


Foto: Divulgação/N Sports

A Copa do Mundo da FIFA 2026 se aproxima rapidamente e as expectativas crescem para ver a Seleção Brasileira em campo. Assim, a N Sports já está a todo vapor na preparação para sua estreia na transmissão do maior evento esportivo do planeta. Como parte do aquecimento especial para o evento, nada melhor do que falar com quem sabe do assunto e, sobretudo, se consagrou ao levantar a cobiçada taça. E ninguém melhor do que Galvão Bueno, narrador do tetra e do penta, para conduzir essa série de entrevistas para encontrar o caminho do hexa.

Desse modo, os canais lineares de Fast TV e TV por assinatura e o YouTube da N Sports trouxe nessa terça-feira (17) o segundo episódio do “Campeão do Mundo com Galvão”, um programa especial em que o narrador de tantas edições de Copa do Mundo traz convidados que têm propriedade para falar sobre o que é ser campeão e mostrar o quão desafiador é repetir esse feito. A atração também é exibida em versão mais curta dentro do programa Galvão FC, transmitido pelo SBT e pela N Sports, que são parceiras na cobertura oficial da Copa do Mundo.

O convidado da vez é Cláudio Leal, mais conhecido como Branco, que jogou pela Seleção brasileira nas Copas de 1986, 1990 e 1994 e foi um dos heróis da conquista do tetracampeonato. Na primeira vez que o Mundial ocorreu nos Estados Unidos, o ex-lateral protagonizou um dos lances mais espetaculares da história da competição e que desafogou o Brasil de um empate com a Holanda na semifinal. Branco admite que cavou a falta na intermediária, que o próprio bateu com sua pancada característica. O atacante Romário precisou se desviar para não ser acertado pela bola, que fez uma curva em “S”, entre o camisa 11 e o marcador holandês, parando no fundo das redes, após tocar no pé da trave. Foi o 3 a 2 que garantiu a ida à semifinal e depois o retorno a uma final 24 anos após a conquista do tricampeonato.

“Vinha de outras duas Copas, já cascudo e não era possível jogar três com o Brasil e não ganhar nenhuma. Tomei cinco injeções de corticoide para jogar. O Parreira me falou: ‘Você foi, é e será importante’, aquilo foi um doping emocional que me fez crescer. Deus me deu o momento mais marcante da minha vida. Se tivesse VAR, não teriam marcado aquela falta. Ficava me perguntando como faríamos um gol naquele goleiro com aquele tamanho. Ironicamente, bati um chute de mais de 30 metros e o Romário estava na trajetória. Se não sai da frente, ele não seria senador hoje, o Brasil não era campeão do mundo e não teria aquele prédio lindo da CBF”, brinca Branco ao explicar todo o contexto do gol salvador.

No segundo episódio ao lado de Galvão Bueno, Branco também relembrou das eliminações que sofreu nas Copas anteriores, inclusive com o episódio da “água batizada” que a comissão da Argentina dava para os jogadores brasileiros, no encontro das seleções, nas oitavas de final da Copa de 90, na Itália. Além disso, o ex-lateral falou de dois lances de sua principal característica, que era o chute forte de esquerda, e as consequências de aposentar um jogador da Escócia e machucar um fotógrafo brasileiro.

Compartilhando suas vivências de campeões do mundo, os convidados ajudam a desvendar o quebra-cabeça para os comandados de Carlo Ancelotti estamparem a sexta estrela no peito da camisa mais temida e adorada do futebol mundial. Falando no italiano, Branco, hoje coordenador das categorias de base da Seleção Brasileira, explicou como ajuda o treinador nos bastidores.

“Sou um cara muito na minha, o Carlo é um amigo. Às vezes, ele me liga e fala para almoçarmos juntos. Já o ajudo nessa hora, trocamos algumas ideias, trabalhamos juntos no Departamento de Seleções, ele vai na minha sala ou eu vou na dele. Já estou ajudando na minha maneira de ser, não preciso estar dentro do vestiário, até porque vestiário é sagrado para todo treinador, é o momento de concentração total”, conta.

Toda semana um episódio novo de “Campeão do Mundo com Galvão” também para aquecer as narrações que o apresentador fará na parceria entre N Sports e SBT na Copa do Mundo de 2026. Nos canais lineares, a edição do programa traz, inclusive, imagens das Copas passadas, para relembrar e vibrar com os grandes momentos e lances que estão na memória dos brasileiros.

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