Canais cobram livre concorrência na TV Fechada brasileira; entre eles o Esporte Interativo


Os canais que na recente mudança de numeração feita pela NET acabaram escondidos na grade e os que não conseguem sequer um lugar na grade das duas maiores operadoras do país, NET e SKY, estão cobrando a livre concorrência na TV Fechada brasileira.

O Esporte Interativo, por exemplo, diz em suma que "é preciso que prevaleçam regras de livre concorrência".  O presidente, Edgar Diniz, diz que NET e SKY não oferecem contraproposta e sequer respondem a contatos. Aponta "interferência" de rival, referência à Globosat, que produz canais como o SporTV.

A programadora da Globo tem contrato com NET e SKY, assinado quando ambas também eram controladas pelo grupo, que prevê tratamento específico para seus canais.

Segundo Diniz, da Esporte Interativo, isso incluiria até "direito a veto", mas a crítica se estende à nova grade da NET, que concentra os canais Globosat no início e agrega os demais por tema. Para ele, é algo estranho à livre concorrência: "Não entendemos a lógica e não conhecemos outro exemplo no mundo".

Já o diretor-geral da programadora Fox, de canais como FOX Sports e NatGeo, Gustavo Leme, questionado sobre a mudança na numeração, falou até preferir que os canais sejam agregados.

"Ainda não tenho resultados de audiência, mas tenho certeza de que não haverá alteração", disse. Dias depois, procurado para comentar os primeiros resultados, Leme não retornou o telefonema. Enquanto canais como FX (Fox) e ESPN Brasil (Disney) caíram, concorrentes como Multishow e SporTV
(Globosat) tiveram forte alta.

Procurado, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que "não há procedimento público em trâmite para investigar as práticas mencionadas", mas que, "havendo indício de infração concorrencial, poderá proceder à investigação".

Já a NET diz que "negociou com todas as programadoras a mudança de posição dos canais" e que "ainda é cedo para avaliar o impacto na audiência". Acrescenta que "o contrato entre NET e Globosat tem cláusulas que regulam mudança de posição na grade, como outros contratos com demais programadoras".

Sobre novos canais, diz que "a entrada envolve decisões com impactos de longo prazo na infraestrutura e no custo, o qual não pode ser repassado ao assinante". E que até agora não chegou a acordo com o Esporte Interativo "que permitisse a inclusão", mas ressalta que "já distribui oito canais esportivos".

1 Comentários

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  1. Sempre papo furado da Net e Sky, da nojo de ver q nosso país ta cheio desses tipos de práticas!!

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