SBT faz alerta sobre direitos esportivos e defende união entre emissoras abertas


SBT defende maior aproximação entre emissoras abertas diante do avanço das plataformas digitais na disputa por direitos esportivos. Foto: Reprodução/Instagram

O SBT defende uma maior união entre as principais emissoras de televisão aberta do Brasil diante da crescente disputa por direitos esportivos com plataformas digitais e grandes grupos internacionais. Para Daniela Beyruti, presidente da emissora, a concorrência deixou de acontecer apenas entre os próprios canais de TV e passou a envolver também streamings, YouTube e outras plataformas que disputam a atenção do público. A declaração foi dada ao colunista Flávio Ricco, do Portal LeoDias.

A executiva avalia que as emissoras tradicionais precisam ampliar o diálogo e buscar soluções dentro do próprio setor. Em sua análise, a existência de diferentes associações representando as principais redes brasileiras também mostra a dificuldade de uma atuação conjunta em um momento de transformação do mercado audiovisual.

A preocupação acontece em meio ao aumento dos valores cobrados pelos direitos de grandes competições e ao avanço de empresas com atuação internacional no mercado brasileiro de transmissões esportivas.

Disputa por direitos esportivos ficou mais acirrada

Nos últimos anos, a distribuição dos principais campeonatos passou a envolver um número cada vez maior de empresas. Além das emissoras abertas e dos canais esportivos tradicionais, serviços de streaming e plataformas digitais passaram a disputar diretamente eventos que anteriormente tinham a televisão como principal destino.

O próprio SBT sentiu recentemente os efeitos desse novo cenário. A emissora ficou fora do próximo ciclo da Copa Sul-Americana, cujos direitos de transmissão foram adquiridos pela TNT Sports, do grupo Warner Bros. Discovery. A ESPN também seguirá presente na competição pela TV por assinatura.

O canal também não integra o novo acordo de transmissão da Copa do Brasil. A negociação do torneio nacional envolveu contratos superiores a R$ 4 bilhões e terá Globo, Amazon e ESPN entre os detentores dos direitos.

SBT vê concorrência além da televisão

Para Daniela Beyruti, a principal mudança está na própria definição de concorrência. Em vez de as emissoras abertas disputarem apenas umas com as outras, hoje elas precisam competir pela atenção do público com uma oferta muito maior de conteúdos disponíveis em diferentes telas.

A presidente do SBT considera que uma maior aproximação entre as empresas brasileiras pode ajudar o setor a enfrentar a alta dos preços dos direitos e preservar espaço para grandes eventos na televisão aberta.

A discussão ganha relevância especialmente porque modalidades e competições que durante décadas tiveram forte presença na TV aberta passaram a ser distribuídas entre diferentes serviços, com partidas exclusivas em streaming, canais pagos e plataformas digitais.

Esporte continua estratégico para o SBT

Apesar das mudanças no mercado, o esporte continua ocupando espaço importante na estratégia do SBT. A emissora terá, por exemplo, participação na transmissão da Copa do Mundo de 2026 em parceria com a NSports, marcando o retorno do Mundial à sua programação.

O novo cenário, porém, mostra que a disputa pelos grandes eventos deve continuar cada vez mais concorrida. Além do preço dos contratos, entram nessa equação o alcance das plataformas, modelos de distribuição gratuitos ou pagos e a capacidade de transformar competições esportivas em ferramentas para conquistar e reter audiência.

A manifestação da presidente do SBT coloca novamente em debate até que ponto as emissoras abertas poderão buscar formas de cooperação para manter presença relevante nesse mercado diante da expansão dos serviços digitais.

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