
Marta e a seleção com o troféu da Copa América feminina
Foto: AFP
O Brasil viverá um momento histórico em 2027. Pela primeira vez, o país receberá a Copa do Mundo Feminina da FIFA, competição que promete marcar uma nova etapa no crescimento da modalidade e ampliar ainda mais a conexão das torcedoras e dos torcedores com a Seleção Brasileira.
A realização do Mundial em território nacional será o ponto alto de um movimento que vem fortalecendo o futebol feminino e aumentando sua presença no cotidiano dos brasileiros. Além da possibilidade de a Seleção conquistar um título inédito diante da própria torcida, a competição chega cercada por um interesse que já deixou de ser considerado de nicho.
Uma pesquisa inédita realizada pelo GloboAds aponta que 62% dos brasileiros demonstram interesse pelo futebol feminino, enquanto 60% pretendem acompanhar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Entre as pessoas que já acompanham a modalidade, o índice sobe para 92%.
Diante desse cenário, a Globo lançou seu projeto comercial para o torneio, que pretende aproximar marcas, torcedores, atletas e grandes histórias por meio de uma ampla cobertura multiplataforma. O planejamento começa em dezembro de 2026, com o sorteio dos grupos, e seguirá até a transmissão de 100% dos jogos da competição em 2027.
A empresa pretende utilizar sua capacidade de alcance e mobilização para colocar os anunciantes no centro do movimento de expansão da modalidade no Brasil.
“Grandes eventos esportivos viram cultura quando uma transmissão se transforma em uma experiência compartilhada por um país inteiro. E essa construção exige investimento, continuidade, narrativa e capacidade de mobilização. Esse é o compromisso que assumimos na Globo: fortalecer o futebol feminino, ampliar sua visibilidade e criar conexões capazes de transformar partidas em conversas, atletas em referências e competições em acontecimentos nacionais”, afirma Manzar Feres, diretora de Negócios da Globo.
Nos últimos anos, a Globo ampliou de maneira significativa o espaço dedicado ao futebol feminino em suas plataformas. Entre 2021 e 2026, o número de partidas transmitidas mais que dobrou, passando de 82 para 200 jogos.
Somente em 2025, mais de 92 milhões de pessoas acompanharam partidas de futebol feminino nas plataformas da empresa. A Copa do Mundo de 2027 será a sexta edição exibida pelo sportv, a terceira transmitida pela TV Globo e a primeira com participação da Ge TV em sua cobertura.
Para Alline Calandrini, ex-jogadora da Seleção Brasileira e comentarista da Globo, o aumento da exposição e dos investimentos foi fundamental para o desenvolvimento da modalidade.
“Ao longo dos anos, especialmente entre 2019 e 2020, vimos um crescimento muito forte, com mais investimento, estrutura e alcance para o futebol feminino. A Globo teve um papel importante nesse processo, ampliando a visibilidade da modalidade e das competições”, declara.
A comentarista também destaca os possíveis impactos da realização do Mundial no Brasil.
“Como legado da Copa do Mundo de 2027, espero que essa evolução do futebol feminino no Brasil se fortaleça, passando pela consolidação de uma liga cada vez mais forte e representativa, formação de atletas que se tornarão referências e ampliação das oportunidades para as meninas praticarem o esporte”, completa Alline Calandrini.
A Copa do Mundo Feminina de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia, alcançou mais de 63 milhões de pessoas na Globo, mesmo sendo realizada em horários pouco favoráveis para o público brasileiro. Com a edição de 2027 acontecendo no Brasil, a expectativa é de um potencial de audiência ainda maior.
O crescimento da modalidade também vem despertando o interesse do mercado publicitário. O número de patrocinadores da Copa do Mundo Feminina na Globo passou de dois, em 2019, para onze, em 2023. O Brasileirão Feminino, por sua vez, teve todas as cotas comerciais vendidas em 2026.
Segundo dados do GloboAds, 78% dos brasileiros consideram que o futebol feminino possui um potencial comercial ainda pouco explorado. Outros 85% acreditam que as marcas deveriam aumentar os investimentos na modalidade.
Para a Globo, o futebol feminino reúne alta demanda, baixa saturação comercial e grande capacidade de criar conexões emocionais com o público. A realização da Copa no Brasil acrescenta uma dimensão inédita a esse cenário, unindo a paixão nacional pelo esporte, a mobilização popular e uma extensa cobertura em diferentes plataformas.
A estratégia comercial para 2027 parte de um modelo utilizado durante a Copa do Mundo masculina de 2026. Mesmo com metade dos jogos disponíveis, a Globo afirma ter alcançado 143 milhões de brasileiros e concentrado as 40 maiores audiências da competição. A empresa também teria sido escolhida por nove em cada dez pessoas que acompanharam o torneio no país.
Durante o Mundial de 2026, mais de 53 bilhões de impactos publicitários foram monitorados. As campanhas exibidas ao longo da competição registraram crescimento de 136,5% na probabilidade de conversão entre as pessoas alcançadas.
Na Copa do Mundo Feminina de 2027, a empresa pretende ampliar essa influência com a realização dos jogos em território brasileiro e a transmissão integral da competição em suas plataformas.
“Em um cenário de fragmentação de audiência e multiplicação de plataformas, a influência nasce da capacidade de mobilizar pessoas, gerar confiança e conectar marcas a conversas culturalmente relevantes. O projeto da Globo para a Copa do Mundo Feminina de 2027 reúne todos esses elementos”, reforça Manzar Feres.
Segundo a executiva, as marcas terão a oportunidade de participar de um movimento capaz de inspirar o público, representar importantes transformações sociais e combinar responsabilidade editorial com a mobilização de milhões de brasileiros.
A cobertura da Globo deverá envolver todo o seu ecossistema de conteúdo, incluindo jornalismo, entretenimento, dramaturgia, filmes, séries, programas especiais, transmissões esportivas e plataformas digitais. A proposta é construir uma narrativa integrada e “vestir o Brasil de Copa” durante a realização do torneio.
Ao combinar alcance, influência e uma cobertura capaz de transformar a competição em um grande acontecimento cultural, a Globo reforça seu compromisso de longo prazo com o desenvolvimento do futebol feminino e busca atrair marcas interessadas em participar da história da primeira Copa do Mundo Feminina realizada no Brasil.
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