TV 3.0 no Brasil: mais qualidade, interatividade e experiência personalizada


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A TV 3.0, também conhecida como DTV+, é a nova evolução da televisão aberta no Brasil. Com transmissões que vão de 4K a 8K, som imersivo e uma experiência personalizada, ela chega para transformar a maneira como os telespectadores consomem conteúdo. O início das transmissões está previsto para o período de Copa do Mundo, começando pelas grandes cidades e centros urbanos, com expansão gradual para outras regiões.

Diferente da TV 2.5, que substituiu completamente a TV analógica, a TV 3.0 não elimina as tecnologias existentes. Como destaca Gilberto Gandelman, CEO da Proeletronic:

“Ela se sobrepõe à TV digital atual, funcionando de forma compatível com aparelhos antigos por meio de conversores, garantindo que os usuários não precisem trocar imediatamente seus televisores. É uma evolução gradual, que moderniza a experiência sem interromper o acesso à TV aberta.”

Para os consumidores, o grande diferencial inicial da TV 3.0 é a qualidade superior de imagem e som, que já desperta interesse geral. Mas a novidade vai além: a tecnologia oferece interatividade e menus navegáveis, permitindo participar de enquetes e até realizar compras integradas à programação, mesmo em televisores de sinal aberto.

Durante o processo de transição, surgem dúvidas sobre o impacto na transmissão atual. O plano prevê que os televisores existentes continuarão recebendo o sinal, evitando a necessidade de troca imediata dos aparelhos. Como explica Gilberto:

“Na grande maioria dos casos, será possível adaptar os televisores antigos ou modelos 2.5 por meio de conversores específicos, conectados a antenas MIMO (Multiple-Input Multiple-Output). Os televisores mais novos, que já suportam recursos digitais e interativos, poderão aproveitar a tecnologia sem precisar de novos equipamentos. No início, o investimento necessário é apenas em uma antena interna e no conversor.”

Outro ponto importante é que a transmissão da TV 3.0 é terrestre, realizada por antenas avançadas, e não depende da internet, garantindo acesso mesmo para quem não está conectado.

A tecnologia foi pensada para atender diferentes perfis de usuário: tanto aqueles familiarizados com soluções digitais quanto o público mais tradicional. Cada pessoa poderá ajustar as funções conforme sua preferência e necessidade, tornando a experiência mais acessível e personalizada.

Nos bastidores, o setor produtivo participa do desenvolvimento de padrões tecnológicos, pesquisas aplicadas e capacitação de novos players, garantindo que a transição aconteça de forma organizada e sustentável.

De maneira geral, essa nova tecnologia desafia as empresas em diversos aspectos: desenvolvimento de conversores, antenas MIMO e soluções de integração de sinal, alcance mesmo em áreas remotas, integração da TV aberta com recursos de internet e interatividade, e padronização do sistema DTV+ em todo o país.

“Na indústria, o impacto central neste momento está na produção de equipamentos, conversores e antenas, além da preparação dos profissionais para viabilizar a integração da TV aberta com a internet”, comenta Gilberto.

“Pode-se dizer que é um esforço conjunto entre indústria, universidades e centros de pesquisa. Mais de 10 mil iniciativas estão sendo estudadas para desenvolver aplicações e garantir que a experiência de imagem, áudio e interatividade esteja pronta para o mercado. Todos estão empenhados em testes e projetos-piloto nas principais cidades, para garantir o sucesso da transição”, conclui.

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