Igreja Universal pode deixar Rede 21 e CNT após decidir sair da Band


Edir Macedo, líder da Igreja Universal, instituição que pode deixar a programação da Rede 21 e da CNT
Igreja Universal pode encerrar contratos de programação com Rede 21 e CNT após decidir deixar a Band. Foto: Reprodução/Universal.

A Igreja Universal do Reino de Deus poderá encerrar seus contratos de programação com a Rede 21 e a CNT, ampliando as mudanças em sua presença na televisão aberta brasileira. A possibilidade surge após a decisão de deixar as madrugadas da Band a partir de 20 de novembro. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (4) pela coluna de Sandro Nascimento, no NaTelinha.

De acordo com a apuração, as duas emissoras já teriam sido comunicadas sobre a intenção de não renovar os contratos que permitem a exibição dos programas religiosos. A possível saída representa mais uma mudança na estratégia da instituição em relação à compra de horários na televisão.

A Rede 21, também conhecida como Canal 21, pertence ao Grupo Bandeirantes e mantém parte de sua programação destinada aos conteúdos da Universal. A CNT é outra emissora que comercializa espaços para a transmissão de cultos e atrações religiosas. Para esses dois canais, ainda não foram divulgadas datas de encerramento dos contratos.

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CNT busca alternativas para preencher programação

Diante da possibilidade de perder os programas da Igreja Universal, a CNT já estaria procurando produtoras independentes interessadas em ocupar os horários atualmente destinados aos conteúdos religiosos.

A movimentação ocorre porque a emissora não teria uma programação própria preparada para substituir imediatamente os telecultos. A busca por parceiros comerciais aparece como uma alternativa para preencher os espaços da grade.

O cenário também afeta o mercado de aluguel de horários na televisão. A procura por esses espaços, que durante muitos anos atraiu diferentes instituições religiosas, enfrenta mudanças relacionadas às novas formas de distribuição de conteúdo.

Redes sociais ganham espaço nas transmissões religiosas

Uma das mudanças observadas no setor é o crescimento do uso das plataformas digitais por instituições religiosas. Serviços como YouTube e redes sociais passaram a representar alternativas de menor custo para a transmissão de cultos, mensagens e conteúdos produzidos pelas igrejas.

Com isso, a comercialização de horários na televisão enfrenta um cenário diferente daquele registrado em décadas anteriores, quando havia maior procura de grupos religiosos interessados em ocupar faixas da programação das emissoras.

A própria Igreja Universal mantém uma presença expressiva na internet. Seus canais e perfis acumulam aproximadamente 1,8 milhão de inscritos no YouTube, quase 2 milhões de seguidores no Instagram e cerca de 4 milhões no Facebook.

A instituição também reúne aproximadamente 843 mil seguidores em seu canal no WhatsApp, ampliando o alcance de suas mensagens por diferentes meios digitais.

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