
Netflix, Amazon e YouTube decidiram unir forças nos Estados Unidos em um momento de crescente discussão sobre a presença das plataformas digitais nas transmissões esportivas. As empresas criaram a Streaming Access and Choice Alliance (SACA), coalizão que pretende atuar em Washington na defesa dos interesses do setor de streaming. A movimentação foi destacada nesta quinta-feira (17) pelo UOL.
A nova organização é liderada pela TechNet, associação que representa empresas de tecnologia, e terá entre suas prioridades a defesa de políticas consideradas tecnologicamente neutras. A proposta é permitir que serviços digitais continuem investindo em diferentes tipos de programação, incluindo eventos esportivos ao vivo.
Esportes estão no centro da discussão
A criação da SACA ocorre justamente quando autoridades americanas ampliam o debate sobre a migração de importantes direitos esportivos da televisão tradicional para serviços de streaming. Amazon, Netflix e YouTube vêm aumentando sua presença neste mercado e já carregam competições e eventos de grande alcance em suas plataformas.
Nos Estados Unidos, a fragmentação das transmissões virou um dos principais pontos da discussão. Para acompanhar diferentes partidas e competições, consumidores podem precisar contratar vários serviços, cenário que provoca questionamentos sobre custos e acesso aos eventos.
A NFL é um dos exemplos desse novo mercado. A liga distribui partidas por diferentes emissoras e plataformas digitais, enquanto empresas de tecnologia disputam pacotes capazes de atrair milhões de espectadores para seus serviços.
Do lado das plataformas, a nova aliança argumenta que a expansão do streaming aumenta as possibilidades de escolha do público e estimula investimentos em tecnologia e conteúdo. Já o avanço de partidas exclusivas em diferentes serviços mantém aberta a discussão sobre a necessidade de múltiplas assinaturas para acompanhar uma temporada esportiva.
Reguladores analisam mercado de direitos esportivos
O tema também chegou às autoridades americanas. A Federal Communications Commission (FCC) vem discutindo os efeitos da mudança na distribuição dos esportes, enquanto questões relacionadas à legislação que regula a negociação coletiva dos direitos das ligas também entraram no debate.
Um dos pontos em análise envolve a Sports Broadcasting Act de 1961, legislação criada décadas antes da expansão do streaming e que permite determinadas negociações coletivas de direitos esportivos pelas ligas profissionais.
Nesse cenário, Netflix, Amazon e YouTube passam a ter uma frente conjunta para defender seus interesses justamente quando o esporte ao vivo se torna uma das armas mais importantes na disputa por audiência, assinantes e publicidade no mercado de streaming.
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