Galvão Bueno vai trabalhar na Copa de 2030? Narrador revela planos após despedida


Foto: Reprodução/SBT

Galvão Bueno encerrou sua trajetória como narrador de Copas do Mundo durante a final de 2026 entre Espanha e Argentina, transmitida pelo SBT e pela N Sports. A seleção espanhola venceu por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bicampeonato mundial.

A decisão representou o 154º jogo de Mundial narrado por Galvão, que participou de 14 edições consecutivas do torneio. Aos 75 anos, o comunicador chegou à sua 11ª final e encerrou um ciclo iniciado na Copa de 1974. Durante a competição, ele também foi reconhecido pelo Guinness World Records como o profissional que mais narrou partidas de Copas do Mundo ao vivo na televisão.

Após a entrega da taça, Galvão recebeu uma homenagem do SBT e da N Sports com depoimentos de nomes como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Arnaldo Cezar Coelho, Tino Marcos, Mauro Naves, Boni e Fausto Silva. Emocionado, ele agradeceu aos profissionais envolvidos na cobertura e ao público que acompanhou as transmissões.

Apesar da despedida das narrações de Mundiais, Galvão Bueno não descartou participar da Copa do Mundo de 2030. O veterano afirmou que não pensa mais em narrar o torneio, mas considera a possibilidade de trabalhar como comentarista ou apresentador de um programa especial.

A presença na próxima Copa, no entanto, ainda não está confirmada. Galvão explicou que a decisão dependerá de suas condições de saúde daqui a quatro anos. Depois de enfrentar uma cirurgia na coluna pouco antes do Mundial de 2026, ele declarou que espera estar bem para contribuir com alguma função na cobertura de 2030.

Confira, na íntegra, a crônica escrita e narrada por Mauro Beting que conduziu a homenagem do SBT e da N Sports a Galvão Bueno:

Haja coração, amigos. Haja cabeça, haja garganta, haja visão. A antevisão do craque. A de Pelé, a do Galvão. Só o Rei pra abraçar o Galvão no tetra real.

São 14 mundiais do recordista mundial de jogos narrados em Copas, desde 1974. A deste ano como se fosse o garoto da primeira, há 52 anos. Cheio de sonhos, ideias, ideais, enchendo o ar. Pode ser até enchendo nossa paciência tanto quanto inflando a gente de emoção e de esperança. O "vendedor de emoções", como ele diz ser. Quem vende o que não tem preço. Só valor.

É o Tetra, é o Penta! Não foi o Hexa, mas vai ser sempre Galvão. Ele disse que agora foi a última Copa dele narrando... A gente achava em 2022 que seria a última do Messi, que a do Cristiano também fosse...

A torcida se recusa a dizer adeus a um clássico de Copa. Não sai, Galvão. Essa é sua, sempre será. Copa sem Galvão é o Brasil sem Copa: triste, decepcionante, frustrante.

Nos 100 anos da Copa, em 2030, como a gente vai estar sem ele?

Cadê o Galvão pra nos animar? Cadê o Galvão pra nos orientar? Cadê o Galvão pra gente até reclamar? Porque faz parte. Parte do esporte, parte da nossa vida. A partida de Galvão é sempre a próxima. Não pode ser a última.

O SBT abraça o Galvão, como o Galvão abraçou o Brasil. Vamos ter que achar um novo time e um velho jeito para ganhar. Vivemos um drama, diria ele. Agora dizemos nós: não vai ser fácil. Mas mais difícil vai ser achar uma nova voz que saia de dentro da gente.

Um drama só vive quem ama. E a gente ama o Galvão.

Será que um dia voltamos em definitivo, como ele diria? Claro que sim. Mas, até lá, a gente só volta mesmo a ser o que somos virando o jogo. Porque definitivo é ele.

Pra cima deles, Pelé da narração.

Pra nossa vida, Galvão Bueno




Assim, a final entre Espanha e Argentina não marcou uma aposentadoria definitiva de Galvão Bueno, mas encerrou sua histórica passagem pelo microfone nas Copas do Mundo. Em 2030, sua voz pode voltar a fazer parte do torneio, porém longe da função de narrador principal.

Confira a homenagem para Galvão Bueno


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