TV 3.0: EBC lança estação de testes em Brasília



Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira, 14 de abril, na Torre de TV em Brasília, a primeira estação de testes da TV 3.0, também chamada de DTV+, evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T). A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), marcando um passo histórico para a radiodifusão no país. As informações foram publicadas pelo Agência Brasil.

A nova tecnologia une radiodifusão e internet para oferecer imagem e som em alta qualidade, além de recursos interativos inéditos. Os canais passam a aparecer como aplicativos na tela das televisões, permitindo ao espectador escolher como assistir à programação. Durante o programa Sem Censura, por exemplo, será possível selecionar a câmera preferida para acompanhar a apresentadora Cissa Guimarães ou destacar o áudio de uma apresentação musical.

Nos jogos de futebol, a TV 3.0 permitirá acompanhar a partida do ponto de vista da torcida, ouvir os gritos diretamente do estádio e até escolher a narração de um narrador específico. Essa experiência personalizada aproxima a TV aberta de uma plataforma conectada e interativa, transformando a forma como o público consome conteúdo.

Segundo Antonia Pellegrino, presidenta da EBC, a TV 3.0 representa uma verdadeira revolução para a radiodifusão, comparável à transição do analógico para o digital. Ela destaca que a tecnologia trará ganhos significativos para o setor audiovisual, jornalismo e para a democratização da informação. Já Bráulio Ribeiro, diretor de Operações da EBC, ressalta que a novidade permitirá entregar conteúdos complementares e serviços públicos diretamente pela televisão, ampliando o papel da comunicação pública.

A implementação da TV 3.0 será gradual, com fase de testes já iniciada em Brasília e São Paulo. Em seguida, chegará às capitais e grandes cidades, avançando posteriormente para municípios médios e pequenos. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, prevê que o processo leve cerca de uma década, dependendo dos investimentos das emissoras e da fabricação de televisores e conversores compatíveis.

O conversor da nova tecnologia, chamado Set-Top Box, será conectado via cabo HDMI e antena digital UHF/VHF, sem necessidade de internet para o funcionamento básico. No entanto, para acessar recursos interativos e streaming, será necessário Wi-Fi ou cabo Ethernet.

De acordo com a Anatel, o investimento é justificado pelo grande consumo de TV aberta no Brasil, já que o brasileiro assiste em média mais de cinco horas diárias de programação. Para o conselheiro Octavio Penna Pieranti, a TV 3.0 reforça o papel inclusivo da televisão e aproxima ainda mais o Estado do cidadão.

A chegada da TV 3.0 no Brasil marca o início de uma nova era na radiodifusão, oferecendo ao público uma experiência personalizada, conectada e interativa, que promete transformar a forma de assistir televisão nos próximos anos.

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