Audiência da TV Gazeta atinge pior marca da história após nova identidade


Foto: Reprodução/Internet

A TV Gazeta encerrou março em um dos momentos mais delicados de sua trajetória. Após a estreia de sua nova identidade visual e editorial, a emissora despencou para a 12ª posição na Grande São Paulo, registrando apenas 0,10 ponto de audiência, segundo o Ibope — um resultado histórico negativo que evidencia a fragilidade atual do canal. A informação foi publicada pelo portal O Planeta TV.

O impacto da queda é ainda maior porque a Gazeta costumava disputar espaço com emissoras de menor porte como RedeTV! e TV Cultura. Desta vez, porém, ficou atrás não apenas dessas concorrentes, mas também de canais como XSports, Rede Vida, TV Aparecida, RNCP e Record News, mostrando uma perda significativa de relevância no mercado televisivo.

No ranking consolidado de março, a Globo liderou com 10,2 pontos, seguida por Record (3,5), SBT (2,4) e Band (1,0). Mais abaixo vieram RedeTV!, Cultura, Rede Vida, XSports, Aparecida, RNCP e Record News. Somente depois aparece a Gazeta, com seus 0,10 ponto, superando apenas RIT e Novo Tempo. Até mesmo emissoras religiosas conseguiram desempenho superior, como a Rede Vida (0,15) e a TV Aparecida (0,14).

A explicação para esse tombo passa pela reformulação editorial conduzida por Lucas Gentil, Juliana Algañaraz e José Emílio Ambrósio. A tentativa de reposicionar a marca não conseguiu manter o público tradicional da emissora, formado principalmente por telespectadores acima de 60 anos e de alto poder aquisitivo, que historicamente sustentavam a audiência da Gazeta.

Os efeitos mais visíveis dessa mudança apareceram em programas-chave da grade. O “Mulheres”, agora apresentado por Glória Vanique, e o “Jornal da Gazeta”, sob comando de Joana Treptow, concentraram parte importante da fuga de público. No jornalismo, a troca foi ainda mais simbólica, já que Laerte Vieira e Luciana Magalhães marcaram presença por décadas na bancada.

Ao alterar uma marca fortemente associada a um público específico sem preservar essa base, a Gazeta transformou sua renovação em perda de espaço. O desafio agora é provar que a nova fase pode devolver relevância e competitividade** em um mercado cada vez mais fragmentado e dominado por gigantes da televisão aberta.

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