
O conselho administrativo da Warner Bros. Discovery avalia retomar as negociações com a Paramount Skydance após analisar a mais recente proposta de aquisição liderada por David Ellison. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o estúdio deve se pronunciar oficialmente nos próximos dias, além de anunciar a data de divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2025, movimento considerado estratégico diante da possível reabertura das tratativas.
Os investidores seguem atentos à definição da votação especial dos acionistas da Warner Bros. Discovery para deliberar sobre a transação atualmente firmada com a Netflix. Ainda não está claro se a nova oferta apresentada pela Paramount Skydance poderá alterar o cronograma dessa assembleia. Pelo acordo fechado em dezembro, a Netflix possui o direito contratual de igualar qualquer proposta superior apresentada antes da conclusão formal da operação, fator que mantém o cenário aberto e aumenta a tensão no mercado.
Fontes próximas às negociações indicam que o conselho da Warner busca pressionar a Paramount a declarar oficialmente que chegou à sua “melhor e última oferta”. Essa estratégia permitiria maior segurança aos acionistas no momento da decisão e abriria espaço para que a Warner negociasse com a Netflix uma eventual equiparação de termos, caso a proposta rival seja considerada financeiramente mais vantajosa.
A Paramount já teria apresentado sua nona oferta, incluindo o pagamento de US$ 650 milhões trimestrais aos acionistas da Warner Bros. Discovery enquanto a fusão não for concluída. Além disso, a proposta prevê a cobertura de eventuais multas contratuais que poderiam ser aplicadas caso a empresa desista do acordo previamente firmado com a Netflix, tornando a disputa ainda mais agressiva no setor de mídia e entretenimento.
Atualmente, a operação envolvendo a venda da Warner segue sob análise de órgãos reguladores dos Estados Unidos, etapa decisiva para qualquer consolidação no mercado. O desfecho das negociações pode redefinir o cenário global do streaming e da indústria audiovisual, impactando diretamente concorrentes, investidores e a estrutura de poder entre os grandes conglomerados de mídia.
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