Redução de preços faz Premiere bater recorde histórico de assinantes


Foto: Arte/Portal da TV

A estratégia da TV Globo de reduzir os preços do Premiere se mostrou um movimento decisivo para o crescimento do pay-per-view esportivo, que atingiu o maior número de assinantes de sua história. Ao tornar o serviço mais acessível ao público, a emissora conseguiu expandir de forma consistente sua base de clientes e consolidar o Premiere como um dos principais produtos esportivos do país. As informações foram divulgadas pelo jornalista Gabriel Vaquer, do portal F5, e também repercutidas pelo MKT Esportivo.

Com a nova política comercial, o Premiere chegou à marca aproximada de 3 milhões de assinantes, número considerado histórico internamente pela Globo. Apenas no último trimestre de 2025, o serviço registrou a entrada de cerca de 250 mil novos clientes, impulsionado principalmente por uma campanha agressiva de descontos durante a Black Friday, que ampliou significativamente a adesão ao pacote de futebol.

O crescimento da base de assinantes foi puxado, sobretudo, pelas torcidas de Flamengo e Palmeiras, que lideraram as novas contratações nos meses finais da temporada. A redução expressiva nos preços foi apontada como o principal fator para esse avanço, já que o Premiere passou a ser oferecido via Globoplay por R$ 59,90 no plano mensal e por R$ 29,90 mensais no plano anual, valores bem abaixo dos praticados em anos anteriores.

A diferença em relação ao passado é significativa. Até 2018, o pacote completo do Premiere chegava a custar R$ 110 por mês, o que representa uma queda de aproximadamente 45% no valor atual. Além disso, a venda direta ao consumidor, sem a intermediação obrigatória das operadoras de TV por assinatura, contribuiu para a redução dos custos e tornou o serviço mais competitivo no mercado de streaming esportivo.

Mesmo com o crescimento expressivo no número de assinantes, a pirataria ainda é um entrave relevante para o Premiere. A arrecadação anual do serviço gira em torno de R$ 750 milhões, mas, segundo um diretor da Globo, de cada cinco pessoas que assistem ao conteúdo, apenas uma paga pelo serviço. Esse consumo ilegal gera uma perda estimada em R$ 500 milhões por ano, indicando que, sem a pirataria, o faturamento poderia ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão.

Atualmente, o Premiere não gera lucro direto para a Globo, mas exerce um papel estratégico ao viabilizar o pagamento dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Os clubes também participam da receita obtida com as assinaturas, em um modelo que leva em consideração o número de torcedores cadastrados, tornando o crescimento da base de clientes fundamental tanto para a emissora quanto para as equipes envolvidas.

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