Com GVT, Telefônica promete competir contra Net e Sky



A compra da GVT, que pertence ao grupo francês Vivendi, irá permitir à Telefônica aumentar sua penetração no mercado brasileiro de TV por assinatura, para competir com as atuais líderes Net e Sky. Foi o que disse o presidente da operadora espanhola, Antonio Carlos Valente, durante a Futurecom, evento de tecnologia realizado esta semana em São Paulo. O acordo com o Vivendi, estimado em cerca de R$ 28 bilhões, foi fechado em setembro e ainda depende de aprovação pelas autoridades brasileiras.
“A GVT não é uma operadora tradicional, é muito inovadora, e agora com a Telefônica vai poder fazer muito mais: incluir mobilidade, por exemplo”, disse Valente. “Será importante para nos ajudar a desenvolver as redes de banda larga VDSL (cabo coaxial) e de fibra óptica na oferta de banda larga”. Já o presidente da GVT, Amos Genish, acha que a fusão pode equilibrar o mercado de TV paga, que segundo ele está “muito concentrado” (atualmente, segundo a Anatel, Net e Sky lideram o segmento com mais de 82% de participação).
Os dois executivos reafirmaram que a GVT continuará operando como empresa independente, ocupando a faixa premium do mercado, em que teve crescimento de 23% no faturamento dos últimos cinco anos. A empresa hoje possui 3,1 milhões de assinantes de banda larga, com velocidade média de 14,3 Megabits por segundo, mas 34% das novas vendas são na faixa de 35Mbps ou mais. Além disso, possui pouco mais de 900 mil assinantes de TV (a Telefônica/Vivo tem aproximadamente 750 mil), sendo que 22% deles assinam pacotes mais caros. “Começamos pelos usuários dispostos a pagar por serviços premium e depois seguimos para as camadas mais básicas”, promete Valente.
Uma das principais vantagens da união entre as duas operadoras, segundo o executivo, será o poder de negociação na compra conjunta de filmes junto às programadoras. “Somando as duas bases, entramos na tabela de descontos progressivos, podendo oferecer mais canais HD”. Segundo Genish, em 2015 a GVT começa a usar um novo satélite, que vai permitir ampliar a ofertar de conteúdos em HD e até 4K.

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